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  • Henrique Girardi

Lado a lado em 2021

Estamos iniciando o ano na ansiedade e esperança de que a vacinação comece o quanto antes em nosso país. Infelizmente estamos atrasados neste processo e para piorar os números de contágio e mortalidade voltaram a aumentar. A última previsão dada pelo Ministério da Saúde é de início da vacinação em janeiro. Assim esperamos.


Para a grande maioria das empresas o pior momento da crise já passou. A recessão foi forte e ainda veremos consequências durante 2021. O desemprego neste ano promete ser maior do que em 2020. E as empresas terão muitos desafios ao longo deste ano.


Em todo este período de pandemia, nós da Girardi, estivemos muito próximos dos nossos clientes e parceiros. Nesse período, especialmente nos últimos meses, uma das reflexões que mais me marcou foi pensar quem foram as pessoas, o time, que veio até aqui neste momento difícil e que vai ajudar a empresa a atravessar essa tormenta. 2020 foi desgaste para todos de modo geral e é fundamental valorizarmos quem esteve ao nosso lado nesse período.


A crise está passando, mas as nossas empresas vão precisar de grandes líderes para sair deste momento e promover a recuperação dos negócios. Primeiro é preciso entender bem o momento que estamos vivendo e o que cada empresa está vivendo em seu contexto.


Acredito que os principais pontos de atenção no contexto macroeconômico são as mudanças envolvendo os Estados Unidos. A eleição de Joe Biden deve promover algumas mudanças internas no país e em suas relações comerciais. Outro tema é a saída do Reino Unido da União Europeia e o início deste processo agora na prática. A tendência de protecionismo é realidade.


Aqui no Brasil destaco alguns temas para este ano. Iniciamos com a expectativa sobre as eleições presidenciais da Câmara e do Senado. Essas mudanças podem promover alguns rumos diferentes na nossa política e economia. As reformas, tão prometidas, estão no radar, assim como as privatizações. Por fim, ainda no contexto da pandemia, destaco o ponto de atenção em relação aos gastos públicos e sociais. O país enfrenta uma grave crise fiscal, e o teto de gastos é uma pauta crítica. Por fim, mas não menos importante, o tema ambiental. O Brasil precisa se posicionar de forma consistente em relação a este tema. A pressão interna e de investidores externos é grande e o governo precisa dar respostas claras.


Esses fatores macroeconômicos, além das questões setoriais de nossas organizações, precisam estar no radar da gestão. Em nossos clientes costumamos trabalhar com três dimensões diferentes: (i) as definições de planejamento, em nível estratégico, através do BSC; (ii) o orçamento empresarial; (iii) e o planejamento tático e operacional. Neste último uma grande referência é trabalhar com o conceito de OKR, chegando ao desdobramento do planejamento estratégico através da definição de objetivos e metas em cada área da organização, estabelecendo coerência e alinhamento entre os diferentes níveis hierárquicos e departamentos.


Até o início da vacinação a incerteza será muito grande. Os países que já vacinaram ainda não alcançaram a tranquilidade e estabilidade de seus mercados. As incertezas são grandes. Precisaremos de grandes líderes para superar esse momento tão difícil.


Grande abraço!

(15/01/2021)